O PARADOXO DA AIDS NO MUNDO.


Novas infecções por HIV ainda são desafio, diz vice-chefe do UNAIDS

  • Publicado em 20/06/2016
De acordo com ele, as novas gerações que não viveram a epidemia nos anos 1980 estão sendo complacentes com a doença diante da existência de tratamentos.
Diretor-executivo adjunto do Programa Conjunto sobre HIV/AIDS (UNAIDS) dá entrevista à Rádio ONU. Foto: Rádio ONU

Diretor-executivo adjunto do Programa Conjunto sobre HIV/AIDS (UNAIDS) dá entrevista à Rádio ONU. Foto: Rádio ONU

A epidemia de Aids passa atualmente por um paradoxo, segundo o diretor-executivo adjunto do UNAIDS, o brasileiro Luiz Loures. Se, por um lado, o número de mortes vem caindo no mundo todo por conta do maior acesso a tratamentos, por outro lado, o número de infecções manteve-se em geral estável ou foi crescente em alguns locais nos últimos cinco anos. “Em todo o mundo, o número de mortes vem caindo pelo acesso ao tratamento. Do ponto de vista de novas infecções, no entanto, não houve queda, estão em número estável ou crescente em alguns lugares do mundo”, disse Loures em entrevista à Rádio ONU. Os comentários foram feitos em meio à reunião de alto nível das Nações Unidas no início de junho, em Nova York, na qual foi firmado um compromisso dos Estados-membros para a erradicação da epidemia de Aids até 2030. O objetivo do compromisso é reduzir o número de pessoas infectadas pelo HIV de 2,1 milhões em 2015 para menos de 500 mil em 2020, o número de mortes relacionadas à Aids de 1,1 milhão em 2015 para menos de 500 mil em 2020 e eliminar a discriminação relacionada ao HIV. O intuito é acabar com a epidemia da doença daqui a 14 anos. “Entre os debates que tivemos (na reunião na ONU), existe um ponto que se ressalta: um novo chamado mais vigoroso em relação à prevenção”, declarou. “Existe uma complacência das gerações mais recentes que não viram a epidemia nos anos 1980, já que existe tratamento”, lembrou. “Esse é o paradoxo, reduzimos as mortes (por Aids), mas o número de infecções continuou estável ou aumentou. É necessário uma atenção redobrada à prevenção, principalmente entre os mais jovens”, disse, citando a importância da educação sexual. Para Loures, apesar dos desafios, existem instrumentos para erradicar a epidemia de Aids até 2030. “Antes discutíamos a resposta à epidemia de Aids, agora estamos discutindo como chegar ao fim da epidemia. (…) É um momento histórico”, disse. Loures lembrou, contudo, que o UNAIDS começa a observar um retorno da epidemia entre homossexuais jovens. O mesmo está sendo observado entre trabalhadores sexuais e usuários de drogas, especialmente na Europa do Leste e na Ásia Central. “Com todos os avanços na ciência biomética, a Aids cada vez mais é um desafio para os mais excluídos”, declarou. “O desafio está exatamente focar cada vez mais a resposta nos mais excluídos” TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AO SITE:Fonte: https://nacoesunidas.org/novas-infeccoes-por-hiv-ainda-sao-desafio-diz-vice-chefe-unaids/

 


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