Nosso Patrimônio, Nossa Identidade


https://www.youtube.com/watch?v=ZG9J3nGKjKU
Fonte:

https://www.youtube.com/watch?v=ZG9J3nGKjKU

Nas ruas de pedra de Ouro Preto, nas fachadas coloridas do Pelourinho, em igrejas e também em terreiros, no batuque do samba, no ofício dos sineiros de Minas Gerais e das baianas de Acarajé, há muita história. História que cabe ao Estado preservar. O Caminhos da Reportagem percorreu algumas cidades brasileiras para registrar exemplos de monumentos, tradições, culturas e saberes preservados e salvaguardados no Brasil. A preocupação em preservar o patrimônio histórico e artístico é recente. Há 80 anos, era criado o Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), com o objetivo de manter o patrimônio material de pé e conservar tradições e folguedos que passaram de geração para geração. A cidade de Ouro Preto está entre os primeiros tombamentos. A antiga capital da província de Minas Gerais se tornou também a primeira cidade no Brasil a ganhar o título de patrimônio cultural da humanidade, concedido pela Unesco em 1980. A política de preservação do patrimônio brasileiro mudou com o passar do tempo. Se nos primeiros anos, o foco estava em casarões antigos, monumentos ou templos religiosos, a partir do ano 2000 as atividades culturais passaram a ser valorizadas. Hoje, modos de fazer, maneiras de celebrar e ofícios tradicionais estão entre as preocupações de quem lida com patrimônio. São exemplos de bens culturais de natureza imaterial o Círio de Nazaré, em Belém; as bonecas Ritxókó, dos índios Karajás de Tocantins; o jongo do Sudeste; o frevo e a capoeira. Nossa equipe de reportagem esteve em Minas Gerais para mostrar obras de recuperação do patrimônio, como a Catedral Basílica da Sé, Mariana, cujo processo de restauração vem desde janeiro de 2016, com investimento do governo federal. Visitamos também, em Ouro Preto, a Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, que está com rachaduras, necessita de uma restauração e é considerada uma obra emergencial. Mas sofre com a falta de recursos: boa parte do orçamento do Iphan está atualmente contingenciado. Desembarcamos ainda em Salvador. O centro histórico da capital baiana é patrimônio da humanidade pela Unesco desde 1985. Uma das igrejas mais conhecidas da cidade, a de São Francisco de Assis, aguarda a sua vez para passar por uma restauração. Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador, diz que a igreja não tem como arcar com os gastos de uma restauração sozinha. Também na região, conhecemos a Casa de Oxumaré, um dos nove terreiros tombados no país. Para ser tombado, em 2013, o terreiro teve que levantar a própria história. E, ainda na Bahia, nossa equipe mostra um bem imaterial que é a cara do povo baiano: o ofício das baianas de Acarajé, uma tradição que passa de geração para geração. O programa mostra também as obras do Iphan que revitalizaram a cidade de Goiás; os desafios da conservação de Brasília, a capital que é patrimônio cultural da humanidade; o conflito entre a preservação do patrimônio e o interesse de particulares na valorizada Avenida Paulista, em São Paulo; a história do Cais do Valongo, no Rio de Janeiro; o samba como patrimônio imaterial; a fabricação artesanal das panelas de barro de Goiabeiras, no Espírito Santo; a tradição do Bumba Meu Boi e do Tambor de Crioula, no Maranhão.

Reportagem: Carina Dourado e Carlos Molinari Imagens: André Rodrigo Pacheco, Denilson Mota, Fred Oliveira, Rogério Verçoza, Sigmar Gonçalves Auxílio técnico: Edivan Viana Produção: Mariana Fabre Edição de texto: Flávia Lima Edição de imagem: André Eustáquio e Richard Pereira Finalização: André Eustáquio Arte: Julia Costa APOIO Bahia: Ajurimar Sales Brasília: Anna Karina de Carvalho, Beatriz Abreu, Márcio Andrade e Wesley Cerqueira Braga Espírito Santo: Bruno Faustino e Marcos Nascimento Maranhão: Alberto Pantoja, Geylson Paiva, Heliod Prazeres, Héveny Araújo, Joluy Pinto, Junior Barreto, Leda Nascimento, Luanda Belo, Lúcia Helena Da Motta, Nerivan Ramos e Ricardo Balata Rio de Janeiro: Alessandra Lago, João Victal e Rafael Casé São Paulo: Caio Araújo, João Marcos Barboza e Paula Abritta