DESCARTES, KANT E NIETZSCHE PARA A REDAÇÃO.

Descartes, Kant e Nietzsche: três pensadores que vão te ajudar a entender a subjetividade humana.

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René Descartes foi um importante filósofo, matemático e físico francês do século XVII. Também fez estudos nas áreas da Epistemologia e Metafísica. Nasceu na cidade de La Haye, na França, em 31 de março de 1596. Morreu na cidade de Estocolmo, na Suécia, em 11 de fevereiro de 1650.

Considerado o primeiro filósofo moderno, é autor da famosa frase “Penso, logo existo”, afirmação que surgiu após o questionamento “O que sou?” e da resposta “Sou uma coisa que pensa”. Para Descartes, o pensamento é o lugar da verdade, é o puro intelecto, e é por meio dele que adquirimos ideias claras e distintas. Se duvido, eu penso; se penso, eu existo.

Descartes elabora a teoria de que o sujeito é dividido em matéria e espírito, alma e corpo e sua atividade fundamental é o pensamento. Nota-se, então, que o fundamento de todo o conhecimento do real encontra-se no intelecto.

Mas e as emoções? Nesse caso, elas seriam subjugadas, controladas pela razão. O indivíduo se torna consciente de si mesmo, e as paixões (nome comumente dado para as emoções humanas) são vencidas pelo lado racional humano, já que muitas vezes elas se mostram danosas à nossa existência.

A sabedoria, para Descartes, consistia em controlar e até mesmo combater as inclinações passionais. É preciso suplantá-las, já que seu resultado não faz bem ao homem. É preciso um entendimento de si e do mundo para que se chegue a uma verdade maior que as tentações do mundo sensível.

Kant

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Immanuel Kant (1724 – 1804) foi um filósofo alemão, considerado um dos maiores da história e dos mais influentes no ocidente.

Para Kant, existe a “Posteriori” e a “Priori”. A priori (do Latim, “de antes” ou “do interior”) é o conhecimento ou justificação independente da experiência ou experimentação. São as formas ou intuições puras da sensibilidade, um tipo de conhecimento inato. Já a Posteriori (do Latim, “do seguinte” ou “do depois”) é um conhecimento dependente de experiência e/ou evidência empírica.

E onde aparece a subjetividade humana? Ao criar essa dualidade, Kant se refere ao modo como o ser humano enxerga o mundo e age dentro dele. Resumindo de maneira bem simplista, essa divisão tenta explicar (teorizar) a forma como as pessoas selecionam o que é verdade ou não, real ou irreal, certo ou errado, bom ou ruim.

Isso está ligado ao que é a moral e ética? Sim, está. Podemos conectar esses conceitos com o que vemos como quebras de moralidade e conflitos éticos. Kant defende que a lei moral deve independer da experiência, ou seja, uma vontade boa deve ser independente de qualquer resultado empírico; deve determinar a si mesma.

Trazendo para os dias de hoje, é possível falarmos sobre a necessidade humana de buscar a felicidade – no caso, uma felicidade individualista, centrada nos desejos do sujeito, muitas vezes fugindo à razão e baseada somente no subjetivo. As pessoas colocam valores no que tem preço e preço no que tem valor; colocam seu bem estar e a felicidade em uma coisa ou outra.

Nietzsche

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Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo, escritor, poeta e filólogo alemão, além de um dos mais importantes pensadores do século XIX.

Nietzsche coloca em questionamento os valores da sociedade quando cria a teoria do super-homem.  Nessa teoria, o super-homem seria aquele indivíduo capaz de libertar-se das “amarras” cristãs (isto é, qualquer amarra que de ordem moral). Segundo a moral universal, que muitas vezes é baseada em dogmas cristãos, uma pessoa deve ser honesta e bondosa, já que estas características são virtudes, e o mal deve ser de alguma forma desconsiderado.

O super-homem é capaz de autogovernar-se, não tendo seu arbítrio condicionado pelas amarras da moral e da sociedade ou do Cristianismo. Isto não significa que ele será desonesto e totalmente egocêntrico; significa que ele poderia ser bondoso e honesto por sua própria vontade, assim como maldoso e desonesto por sua própria vontade, também, e não porque a sociedade determina ou porque outras pessoas e situações o condicionam.

Acima de tudo, o super-homem é aquele que age no seu próprio livre arbítrio, sem ser determinado por outras pessoas ou situações. É o homem capaz de ser, comportar-se e tomar decisões sozinho, e não por que assim dita a moda.

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