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Artigo

Conceitos, Reflexões E Citações Sobre Arte.
21/06/2019 Priscila Germosgeschi

Conceitos, reflexões e citações sobre arte.

“A arte pode e deve ser vista como instrumento de inclusão social, complementando as diversas formas de desenvolver aprendizagens nas diferentes áreas do conhecimento. O filme ‘Vem Dançar’ mostra como a arte de dançar foi incluída no cotidiano de uma escola e como, por meio dela, um professor mobilizou jovens que eram marginalizados pela sociedade, despertando neles a descoberta de valores pessoais e culturais. Considerando o exemplo mostrado no filme, é possível analisar as decorrências relacionadas ao elevado número de jovens brasileiros que estão afastados das escolas e se encontram em situações desumanas, imersos no mundo da criminalidade, da violência e do tráfico de drogas. Diante dessa analogia faço algumas indagações: a arte tem mesmo o poder de resgatar e incluir socialmente esses jovens? Inserir determinadas vertentes artísticas no cotidiano das escolas é o caminho para atrair os jovens e livrá-los do mundo da criminalidade? Qual a contribuição da arte no desenvolvimento dos jovens?” Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/sociedade-as-mudancas-no-ato-de-comer-e-como-vamos-garantir-comida-para-todos.htm

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“Enquanto a ciência tranquiliza, a Arte perturba.” (George Braque, pintor)

 

“A arte é apenas um substituto enquanto a beleza da vida for deficiente. Desaparecerá proporcionalmente, à medida que a vida adquirir equilíbrio.”

(Piet Mondrian)

Resultado de imagem para arte “Hoje ao pensar na importância da arte para a sociedade, me veio à cabeça uma canção que faz menção a esse assunto; a composição de João Bosco e Aldir Blanc que ficou famosa na voz de Elis Regina: "a esperança equilibrista, sabe que o show de todo artista, tem que continuar..." A capacidade da arte não só de trazer a tona uma expressão mais pura do indivíduo, mas de transformar a realidade ao redor já foi explorada por diversos estudiosos. No mundo atual, regido pela sociedade da informação e cultura de massa, a arte traz elementos perdidos nesse processo massificador, ela privilegia o indivíduo, sua sensibilidade e conscientização de sentidos tornando a vida mais gratificante. Herbert Read (1982) afirmou que há atividades intrínsecas a uma educação estética. Na observação, o indivíduo pode mostrar suas impressões sensíveis, elaborar sua memória e construir objetos que o auxiliem nas atividades práticas. Segue-se a expressão pessoal, pela qual o ser humano comunicaria seus pensamentos, sentimentos e emoções. Por último, estaria a atividade crítica, uma resposta do ser humano aos valores, informações e expressões que o mundo lhes dirige. O resultado da união entre educação e arte são indivíduos mais críticos, valorizados do ponto de vista humanístico, intelectual, moral e estético e principalmente, integrados, ao grupo social. Paulo Freire, nesse mesmo sentido, enfatiza a capacidade transformadora da arte do mundo que a rodeia, dada sua capacidade de não só captar a realidade, mas expressá-la por meio de linguagens criadoras. Segundo Herbert Read, a arte e a educação são dois conceitos indissociáveis, sendo que a primeira deveria ser a base da segunda como um todo. Na mesma linha, Platão afirma que “uma educação estética é a única educação que dá harmonia ao corpo e enobrece a alma (PLATÃO apud OSINSKI, 2002). Tais autores não vêem distinção entre ciência e arte, sendo a primeira a explicação de uma realidade e a segunda a expressão desta. Unir educando pela arte seria uma estratégia muito bem sucedida uma vez que há a preservação orgânica do homem e de suas faculdades mentais, respeitadas as diversas faces do desenvolvimento humano (READ, 1982).” Fonte: http://www.revistacontemporartes.com.br/2011/03/arte-e-o-desenvolvimento-humano.html Resultado de imagem para arte

Aprender a ver é a mais longa aprendizagem de todas as artes."

(A.Graf)

“Estilo é a incorporação da alma do artista à obra. Sem estilo não há arte.”

(Carl Dreyer)

“A arte é um compêndio da natureza escrito pela imaginação.”

(Eça de Queiroz)

As artes que têm o sentido da visão como principal elemento utilizado na composição e observação delas são as visuais. São exemplos a pintura, o desenho, a gravura, a fotografia, o cinema, a arquitetura, o “webdesign”, a moda, a decoração, o paisagismo, o grafite, etc. O olhar é o ponto central dessas formas de arte, tanto no que concerne a produção artística delas, quanto especialmente na recepção delas por parte dos espectadores que têm a visão como principal meio de decodificar as informações e as linguagens de tais produções artísticas.   :::Elementos da linguagem visual Os elementos que estruturam a linguagem visual são chamados de elementos formais, porque são responsáveis por compor a arte visual, são exemplos as imagens, as esculturas, os edifícios, etc. A relação entre eles é capaz de transmitir ideias, visões de mundo, utopias, entropias, caos e todos os tipos de sensações, idéias e sentimentos previsíveis e conhecidos ou não. Os elementos formais são: ponto, linha, forma, figura, volume, textura, cor e espaço.   - Ponto Unidade de comunicação visual mais simples e mínima. Quando fazemos uma marca, seja com tinta ou qualquer outra substância, esse elemento visual constitui-se como um ponto de referência ou um indicador de espaço. Qualquer ponto tem grande poder visual sobre o olho. Os pontos podem criar a ilusão de tom, de cor, de sombra, de profundidade, etc.   Seurat, Georges - Georges-Pierre Seurat (1859-1891) pintor pontilhista (divisionista) francês - 1887-88 - As modelos - Linha Quando os pontos estão tão próximos que se torna impossível identificá-los individualmente, daí a sensação de direção, isso os transforma em outro elemento visual: a linha, que pode ser considerada um ponto em movimento. Pode ser imprecisa e falha nos esboços, delicada e ondulada ou nítida e grosseira em função das motivações de quem a produz. A linha expressa a intenção, os sentimentos e a emoção associada à visão do artista. Por isso, as linhas podem ser descritas segundo uma tipificação: 1 - As linhas retas são responsáveis por remeter a sensações de ordem, austeridade e precisão. 2 - As linhas quebradas em ângulos diversos podem remeter a variadas ideias associadas ao movimento de lento a rápido, de calmo e colérico, etc. Elas aludem a sensações de raiva, intensidade, vigor e força. 3 - As linhas diagonais são responsáveis diretas pela construção da perspectiva. Nas composições bidimensionais, linhas diagonais simulam profundidade. 4 - As linhas curvas ou espirais criam movimento e fluidez. Também remetem ao onírico, à loucura, à viagem, a digressões temporais, etc. 5 - As linhas sinuosas são sensuais e suaves, podem também transmitir também sensações relativas ao sonho, à trapaça, à falta de sentidos, etc.

Muniz, Vik (1961-) artista plástico brasileiro - Medusa marinara

- Forma e figura A linha descreve ou sugere uma forma. Existem três formas básicas, que são o quadrado que pode evocar alguns significados como honestidade, esmero, correção, etc. O triângulo pode sugerir ação, conflito, tensão, agudez, agressividade, etc. O círculo pode simbolizar a infinitude, a perfeição, a ideia de proteção, etc. Já a figura é uma forma inserida, aplicada ou feita sobre um fundo com o qual se relaciona e interage. - Cor

A cor pode ser vista por causa da luz. As cores têm propriedades associadas ao tom ou matiz, que é o nome da cor; à intensidade, que é construída com a pureza ou a mistura de cores; ao valor, associado à claridade ou escuridão de uma cor; e a gradação, que é a mistura gradativa de cores. As cores podem ser primárias (vermelho magenta, azul e amarelo), secundárias (resultado da mistura de duas cores primárias) ou terciárias (mistura das cores secundárias entre si). As cores podem ser ainda frias (azul) e quentes (amarelo). O branco é a mistura de todas as cores e o preto é a ausência de cor. A mistura de ambos cria os mais variados tons de cinza.

Bruegel, Pieter, o velho (1525-1569) pintor flamengo - O triunfo da morte

Bruegel, Pieter, o velho (1525-1569) pintor flamengo - A queda dos anjos rebeldes

Monet, Claude (1840-1926) pintor francês impressionista - 1892-94 - Catedral de Rouen (fachada)

Caravaggio (1571-1610) pintor barroco italiano - 1598 - óleo sobre tela - A traição de Judas

- Textura As superfícies têm um relevo chamado de textura, que, para ser percebida, tem que ser a princípio tateada. A textura pode ser lida de forma a transmitir informações em função de sua composição, a saber: 1 - Textura lisa: tranquilidade, suavidade, frio, insensibilidade, perfeição, etc. 2 - Textura áspera: raiva, calor, violência, desconforto, ato inacabado, imperfeição, etc. 3 - Textura macia: conforto, aconchego, sonolência, carinho, etc. 4 - Textura enrugada: tristeza, umidade, velhice, etc. - Espaço O espaço na linguagem visual pode ser bidimensional quando é representado na obra apenas com o uso das variáveis largura e altura como dimensões e limites para a confecção da imagem, ainda que a profundidade possa ser simulada ou sugerida com linhas diagonais, com o tamanho dos objetos vinculados à distância aparente do observado, etc. Pode também ser tridimensional quando as formas têm altura, largura e profundidade, sem a necessidade de técnicas que possam simular a terceira como é o caso da perspectiva na pintura. São bidimensionais a pintura, o desenho, etc., e tridimensionais a escultura, a arquitetura, etc.  

Escher, Maurits Cornelis (1898-1972) artista gráfico holandês - 1960 - litografia - Subindo e descendo

- Volume O volume caracteriza-se por planos relacionados em diagonal, superpostos, que revelam profundidade “e/ou” a ideia de uma forma inserida num espaço em que podem ser percebidas variações entre o cheio e o vazio, sombras, etc. Giger, H.R. - Hans Ruedi Giger (1940-) pintor, escultor e designer suiço ligado ao Surrealismo e à Arte Fantástica - Homenagem à Böklin  Sobre os fundamentos da linguagem visual, as Orientações Educacionais do Ensino Médio editadas pelo MEC, acrescentam: “Esses fundamentos da linguagem visual formam um conteúdo já sedimentado no ensino de artes visuais, o qual é normalmente mencionado nos currículos de ensino superior e nos programas dos ensinos fundamental e médio. Existe, também, uma bibliografia sobre o assunto já bastante conhecida, tais como os estudos de Rudolf Arnheim, Donis A. Dondis, Fayga Ostrower (ver referências bibliográficas), além de ser um tema que compõe o sumário da maioria dos livros de introdução à programação visual. Contudo, resgatando as menções feitas na introdução desse tópico, quer-se frisar que a abordagem desse tema deve ocorrer contextualizada nas manifestações concretas da linguagem. Pois, normalmente, quando esse assunto é tratado estritamente nos seus aspectos formais e abstratos, ele se torna maçante e desinteressante para o aluno, que não entende o seu sentido. Porém, quando o aluno identifica os “truques” que os desenhistas utilizam para criar efeitos de movimento e profundidade espacial nas histórias em quadrinhos e que aqueles e outros efeitos são também utilizados na arte, distinguindo os estilos das diversas tradições, épocas e artistas, o entendimento desses aspectos torna-se mais efetivo e interessante.” “Canal - Exploração dos materiais e das técnicas tradicionais (desenho, pintura, gravura, escultura), inclusive o aprendizado sobre a fabricação de tintas e de outros materiais. - Pesquisa de novos suportes e materiais pela apropriação de elementos do cotidiano e reciclagem. - Exploração dos recursos das novas tecnologias. A parede da caverna pintada com terra e gordura animal na pré-história, o corpo pintado e adornado com penas de aves de várias cores, como fazem diversas culturas indígenas brasileiras, são exemplos dos múltiplos materiais e suportes da linguagem visual. A invenção do papel, das técnicas de impressão (xilo, calco, litogravuras) e posteriormente da prensa de Gutemberg são tecnologias que revolucionaram e ampliaram as possibilidades de construção e veiculação de textos e imagens, tal como provocaram o surgimento da fotografia, do cinema, da televisão e da informática. Na arte ocidental, os artistas e as academias do passado elegeram certos materiais e suportes como exclusivos, caso especial da tinta a óleo sobre tela, enquanto os artistas modernos e contemporâneos demoliram esses cânones, anexando à arte toda a sorte de materiais e suportes, desde os mais rústicos às tecnologias de ponta. Em suma, por causa de sua dimensão estética (sensorial) na linguagem e nas artes visuais, a relação entre código, materiais e suportes é muito estreita. Embora configurem temas específicos, esses conteúdos só são efetivamente compreendidos nos usos culturais e históricos das imagens. Resultado de imagem para arte Contexto Do texto da obra Para representar a aparência física de uma casa, o registro fotográfico ou o desenho em perspectiva são excelentes estratégias. Porém, para construir essa mesma casa, o mestre-de-obras precisa de uma planta baixa, desenho sem qualquer efeito de perspectiva que mostra a exata posição e a medida de cada um de seus cômodos. Portanto, não existe um modo de representação superior a outro. Ao contrário, os estilos mudam de acordo com sua função, ou seja, o contexto e as intenções de cada obra. É assim nos usos cotidianos e profissionais da linguagem (arquitetura, sinalização, “design” de moda, dade, etc.), bem como na arte. Por isso, é dito que os estilos artísticos representam “visões de mundo”, isto é, diferentes intenções e valores ligados a convicções e necessidades espirituais, políticas, econômicas e sociais das diversas culturas e épocas. Do aluno, do professor, da escola, da comunidade A cultura de uma nação estrutura-se na interligação de inúmeras microculturas relacionadas a diferenças regionais, sociais, econômicas, dos papéis sociais (masculino, feminino, transgênero), das referências étnicas, religiosas e também de idade. Os jovens articulam uma cultura própria. Embora dirigida a eles, a escola costuma negligenciar esse repertório cultural presente nas diversas linguagens (verbal, visual, musical, corporal e suas mixagens). No campo da linguagem visual, isso é perceptível nos modos de vestir, nas estampas das camisetas, das capas dos cadernos, dos CDs, nas imagens dos vídeoclipes, nas histórias em quadrinhos, nos grafites urbanos, entre outros exemplos.”

“A arte pode ser considerada uma linguagem universal. Essa linguagem artística atravessando séculos e milênios, fronteiras geográficas e culturas das mais diversas consegue preservar significados para os que viverão amanhã. A arte surge com como uma linguagem natural dos homens. Todos nós dispomos das potencialidades dessa linguagem e, sem nos darmos conta disso, usamos seus elementos com a maior espontaneidade ao nós comunicarmos uns com os outros. São sempre as formas que se tornam não-verbais da comunicação artística que constituem o motivo concreto da arte ser tão acessível e não exigir a erudição das pessoas para ser entendida. Exige-se inteligência, sim e sempre sensibilidade. E a arte continua sendo uma necessidade para os homens, caminho essencial de conhecimento e realização de vida.”

(Universos da Arte - Fayga Ostrower)

“A Arte não reproduz o visível, torna visível.”

(Paul Klee)

            A arte, apesar de ser razão de debates controversos e intermináveis, pode ser compreendida como uma forma de expressão humana, investida de subjetividade e invento, muitas vezes reforçada pelo apuro estético formal, aprendido em escolas ou fruto do desenvolvimento natural e espontâneo de um artista.

            Esse é um dos muitos conceitos concebidos para definir o que é arte e, para ilustrar a multiplicidade de visões a esse respeito, seguem alguns conceitos de autores e artistas para auxiliar na reflexão preliminar sobre o assunto.

“A beleza perece na vida, porém na Arte é imortal.”

(Leonardo Da Vinci)

“A fantasia, isolada da razão, só produz monstros impossíveis. Unida a ela, ao contrário, é a mãe da Arte e fonte de seus desejos.”

(Francisco de Goya)

 “Só a arte permite a realização de tudo o que na realidade a vida recusa ao homem.”

(Johann Wolfgang Von Goethe)

“Se eu pinto meu cachorro exatamente como é, naturalmente terei dois cachorros, mas não uma obra de arte.”

(Johann Wolfgang Von Goethe)

“Enquanto a ciência tranquiliza, a Arte perturba.”

(George Braque)

“Todos sabemos que arte não é verdade. A arte é uma mentira que nos faz compreender a verdade, pelo menos a verdade que podemos compreender.”

(Pablo Picasso)

“A arte é uma magia que liberta a mentira de ser verdade.”

(Adorno)

 “A beleza é a finalidade da arte. Que é arte, que é beleza, que é finalidade?”

(Rosário Fusco)

A Arte Contemporânea

  Resultado de imagem para arte contemporânea brasileira "A pintura para mim não pode ser derivada de uma idéia preconcebida; a parte que cabe ao acaso (aventura) é muito importante e, de fato, é este acaso que cumpre o papel decisivo no processo de criação." (Jean-Michel Atlan, expoente do Tachismo europeu) “O que fazemos são celebrações, rituais sacrificiatórios. Nosso instrumento é o próprio corpo – contra os computadores. Nosso artesanato é mental. Usamos a cabeça – contra o coração. Ao invés do “laser” – imaginação. O sangue e o fogo purificam. Nosso problema é ético – contra o onanismo estético. Vanguarda não é atualização de materiais, não é arte tecnológica e coisa que tais. È um comportamento, um modo de ser e de encarar as coisas, os homens e os materiais, é uma atitude definida diante do mundo. É transformação permanente, o precário como norma, a luta como processo de vida.” (Frederico Morais) A arte na contemporaneidade tem tido paradigmas, conceitos, possibilidades e procedimentos muito ampliados com o advento de diversas tecnologias, desde a fotografia que junto ao cinema garantiram um novo espaço para a expressão artística; com a popularização do rádio e da televisão que também exerceram influência e foram influenciados por diversas linguagens artísticas e, especialmente, com o advento dos computadores e dos recursos de digitalização e manipulação de informações sensoriais. Além disso, novas formas de arte foram criadas a partir do contato entre expressões artísticas como literatura e pintura, cinema e pintura, literatura e Histórias em quadrinhos (HQs), a essas interações dá-se o nome de mixagens. Desde o tempo em que arte era um saber academicista tanto para aqueles que a produziam quanto para aqueles que a contemplavam muito se modificou. Primeiramente, porque a arte aproximou-se da vida cotidiana das pessoas de forma literal e abrangente tanto no grafite que empresta contundência e beleza para as paredes de muitas cidades, quanto nas infinitas possibilidades de manipulação de imagens disponíveis em recursos computacionais que de certa maneira democratizam a produção de obras de arte fundamentadas ou distribuídas nessa plataforma. As múltiplas possibilidades de manifestação artística, as multifacetadas e por vezes incomuns visões estéticas e o alargamento de horizontes permitido pelo avanço tecnológico tornaram a arte contemporânea um ambiente incompreensível para a maioria das pessoas, as quais não elaboraram muitas vezes nem as iniciativas das vanguardas artísticas europeias ou mesmo o ideário da Semana de 22. Assim, é compreensível que muitos ainda resistam em aceitar uma instalação, as Histórias em Quadrinhos (HQs), as intervenções urbanas como o grafite, o “happening”, etc., como obras de arte. Resultado de imagem para obras de arte de van gogh Como forma de auxílio para a compreensão desse múltiplo e mutante universo, segue um breve glossário com termos que podem ser esclarecedores para a interpretação de uma obra de arte em qualquer tempo, especialmente as inscritas na Arte Contemporânea. Abstracionismo – estética muito presente nas artes visuais do século XX, caracterizada pela não representação de objetos da realidade objetiva e exterior. Em vez disso, usa cores, linhas e superfícies de forma organizada ou não para compor o ponto de vista do artista sobre uma temática de uma maneira "não representacional". Reconhecida por romper com a concepção tradicional de arte especialmente na Europa. Action painting ("pintura de ação", do inglês) - técnica de pintura usada por Jackson Pollock durante a década de 1950 baseada em gotejar, derramar, espirrar ou atirar a tinta contra a tela sem que o pincel ou artefato similar toque-a. Ação artística - qualquer ato ou processo realizado por um artista por razões de ordem formalista, estética, performática ou não, em alguma plataforma que possa servir de meio, registro para tal feito. Apropriação - uso de artefatos, imagens, textos ou objetos em trabalhos artísticos, de forma alheia do universo original e natural deles. É uma forma de intertextualidade que pode substanciar-se como alusão, paródia, citação, etc. Muito utilizado nas colagens do Dadaísmo, nas citações da Pop Art, no dub jamaicano, nas bases funk do RAP, nos remixes da música eletrônica, etc. Arquitetura da informação – reúne as preocupações com o design de ambientes virtuais e a disponibilização e organização das informações em um dado contexto no sentido de tornar esse conteúdo imune ou resistente a qualquer forma de desordem ou descaminho. Arte conceitual - trabalho artístico no qual a ideia ou o conceito predomina sobre a forma ou a matéria, portanto se torna mais importante do que a obra realizada (que por vezes se quer é acabada ou mesmo é perene). Arte concreta – associada à arte abstrata que repudia intensamente o uso de figuras realistas em manifestação artística. Utiliza geralmente formas geométricas simples para compor a obra. Arte digital - arte concebida e executada com recursos da informática quase sempre por intermédio de computadores. Assume grande diversidade de formas como a animação, o “webdesign”, etc. Utiliza ambientes gráficos computacionais como instrumento de composição da obra artística. Arte engajada ou política - criação artística que expõe de forma comumente explícita o ponto de vista ideológico ou político do autor a respeito de um determinado tema. Arte figurativa - representação de figuras ou objetos em uma obra artística de forma a serem identificados pelos espectadores. Arte interativa – tipo de arte em que existe a possibilidade de um processo de interlocução entre a obra ou o autor e o observador ou espectador, muitas vezes com a interação direta entre eles. Assemblage – baseia-se na concepção de que tudo pode ser incorporado à obra artística, especialmente objetos de uso cotidiano ou mesmo lixo, com o objetivo de eliminar as fronteiras entre arte e vida cotidiana. É uma forma radical de colagem. Bad painting ("má pintura", do inglês) - pintura figurativa deliberadamente feita com o intuito de questionar os conceitos de beleza socialmente estabelecidos em uma dada comunidade com o objetivo de subverter ideias pré-concebidas e tradicionais sobre arte e estética. Body art (arte corporal) – expressão artística que tem o corpo como seu único suporte de forma direta, por vezes “permanentemente” como a tatuagem. Cibercultura – termo de conceituação ampla e difícil surgido ao longo da década de 1970 com o advento e o início da popularização dos computadores pessoais. Ganhou muito mais abrangência em função da internet e da cultura que se desenvolve nesse meio, e é potencializada por blogs, “sites” colaborativos, redes sociais, microblogs, velocíssima disseminação de informação, o questionamento da privacidade, o “dilúvio da informação”, etc. Colagem – no campo das artes visuais, procedimento em que duas ou mais imagens diferentes são afixadas numa mesma superfície com um intuito estético. No campo da música, consiste na sobreposição ou na junção de trechos de uma música em outra como introdução desta. Técnica muito comum no RAP em que trechos de músicas de Jazz e de Funk são frequentemente usadas por DJs como introdução ou base para o canto falado do MC. Curador - profissional que organiza exposições, cria um conceito para elas e escolhe as obras que as comporão. Design - processo técnico e criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e adaptação de um artefato para um determinado fim ou para a resolução de um problema. Muitas vezes, o design concilia aspirações estéticas, pragmáticas e ergonômicas em um mesmo produto. Podem ser concebidos, melhorados ou reelaborados pelo design: utensílios domésticos, vestimentas, máquinas, ambientes, peças gráficas, capas de discos ou livros, letras e números, interfaces de “site’’ ou “softwares”, etc. Earth work (ou "Land art") - arte baseada em alterações efêmeras ou não na paisagem natural. Escultura – realização de um trabalho artístico tridimensional obtido por processos de desgaste, entalhe, modelagem ou fundição em materiais como madeira, pedra, metal, etc. Estereótipo (ou "clichê") - imagem, técnica, signo ou código amplamente aceito e repetido por determinados artistas, o que torna as suas obras previsíveis, óbvias e muitas vezes dispensáveis para o desenvolvimento da arte. Grafite – termo de origem italiana usado para classificar desenhos ou pinturas de caráter artístico executados em paredes externas, ônibus, trens, pontes, etc., normalmente com “spray” de diversas cores ou apenas preto. Há duas décadas, passou a ser visto também como uma forma de expressão artística visual vinculada à cultura Hip Hop. Recentemente, o grafite é diferenciado da pichação em função de esta ter uma pretensão mais política e ideológica e menos artística, ou seja, o conteúdo é muito mais importante do que a forma. Além disso, esta é vista como uma forma de vandalismo, em função do fato de não ser autorizada, ao contrário daquele que comumente tem a anuência do proprietário ou responsável pelo espaço no qual será feito o grafite. Graphic novel (romance gráfico, literalmente) – forma de HQ normalmente associada a temáticas mais complexas e profundas do que a convencional. Também pode ser compreendida como arte sequencial mais próxima da literatura pela qualidade do texto que rivaliza com o aspecto gráfico quanto ao apuro estético e a significação artística. Geralmente de longa duração, com densidade dramática assemelhada ao romance literário, porque em prosa e em formato de livro, além de outras aproximações teóricas possíveis. O grande mestre da arte sequencial Will Eisner é considerado pioneiro nesse formato com a obra “A contract with god”, trabalho inovador, denso e complexo que se tornou marco histórico do gênero. Pode ainda ser resultado de novo tratamento sequencial e artístico para HQs convencionais tal como pode ser produto da reunião de histórias lançadas separadamente. Gravura - obra artística produto da compressão de um suporte específico em uma matriz esculpida em metal, madeira ou pedra. Tem tiragem múltipla, limitada e geralmente numerada. Happening - manifestação artística centrada na expressão corporal por vezes assessorada por técnicas teatrais ou do universo da dança, que também faz uso da contribuição espontânea dos espectadores no processo de realização desse tipo de obra. Híbrido - obra produzida a partir da mescla de diferentes linguagens artísticas, produto de uma mixagem entre essas artes. Hiper-realista - pintura ou escultura figurativa com características extremamente reais, porque centrada nos detalhes, nas minúcias da cena, pessoa ou objeto pintado, sempre na perspectiva mais impessoal possível. História em quadrinhos (quadrinhos, gibi, HQ, arte sequencial ou banda desenhada) - É uma forma de arte que associa textos e imagens de forma sequencial para narrar histórias ou dramatizar um conceito ou ideia, ou seja, conjuga linguagem verbal e não verbal. São das com periodicidade variada e em formatos editoriais diversos como revistas, livros ou em tiras (cartuns) das em revistas e jornais. É considerada a nona arte de um grupo que conta também com a música, a dança, a pintura, a escultura, a literatura, o teatro, o cinema e a fotografia. Infogravura - é a gravura cuja matriz é um arquivo digital. Nesse caso, o computador não é uma simples ferramenta, mas um recurso de criação artística. O resultado desse processo, posterior a sua impressão, é a infogravura. Instalação - obra conceitual que integra o espaço como componente da manifestação artística, o que dá a ele uma função estética e não apenas geográfica. Intervenção urbana – manifestação artística representada por intervenções no espaço urbano. Kitsch ("objeto vulgar", do alemão) – forma de arte que reproduz ou reelabora objetos decorativos, turísticos, cotidianos ou religiosos, produzidos como objeto de consumo popular. Mangá – termo empregado para designar as HQs feitas ao estilo japonês, ainda que no Japão sirva para nomear qualquer HQ. Vários mangás deram origem a animações para a televisão e para o cinema, chamados de animes, entretanto pode ocorrer o inverso quando uma produção cinematográfica é convertida em mangá, por exemplo. A ordem de leitura de um mangá japonês é inversa a ocidental e as características estéticas do gênero são os olhos grandes; o sequenciamento da ação, muitas vezes, assemelhado ao do cinema; os diálogos geralmente econômicos em muitos casos; as longas passagens sem texto; o uso estilizado do preto e do branco; etc. Eis alguns títulos de famosos mangás: Akira, Cowboy Bebop, Neon Genesis Evangelion, One Piece, Bleach e Death Note. Multimídia - combinação, mediada por instrumentos computacionais, de pelo menos um tipo de mídia estática (texto, fotografia, gráfico), com pelo menos um tipo de mídia dinâmica (vídeo, áudio, animação). Também pode ser compreendida como tecnologias com suporte digital usadas para criar, manipular, modificar e armazenar conteúdos. Múltiplo - trabalho artístico oposto ao conceito de obra de arte original e única, que, mesmo não sendo gravura ou fundição, permite a reprodução de quantos exemplares forem desejados. Naif (ou "ingênua") - pintura figurativa caracterizada pela representação simplória da realidade com noção de perspectiva ausente ou incompleta, feito com cores puras e técnica muito limitada. Performance - modalidade de manifestação artística típica da segunda metade do século XX baseada na mixagem entre artes ou na intertextualidade que - assim como o happening - pode combinar teatro, música, poesia, vídeo, etc. Distinta do “happening” por ser mais elaborada e não envolver necessariamente a participação dos espectadores. Pode ser reproduzida fielmente em outros momentos ou locais, porque conta com uma espécie de registro que a organiza. Por poder prescindir de espectadores depende de documentação fotográfica, audiovisual, etc. para ser conhecida do público. Pixel art – forma de arte construída a partir da junção de pixels (é o menor elemento num dispositivo de exibição) com intuito estético ou informativo. Pop – ideia de concepção estética que remete ao uso de símbolos e referências da cultura de massas como ponto de partida para a realização artística. Quase sempre adota uma perspectiva crítica no campo das artes visuais, como é o caso da Art Pop de Andy Warhol na década de 1960. Ready-made - termo criado por Marcel Duchamp como forma de nomear as interferências, mesmo as menores, que fazem objetos de uso comum, produzidos em série, serem vistos como obras de arte. Reprografia - trabalho artístico feito com técnica fundamentada em fotocopiadoras como instrumento e suporte de criação. Seriação - processo artístico em que objetos, pinturas ou desenhos, semelhantes ou idênticos, são agrupados organizadamente em um mesmo espaço ou obra. Site-specific - instalação ou intervenção pensada e executada em função das características geográficas ou arquitetônicas de um espaço específico, o que confere a essa obra artística um caráter único e não transferível. Suporte - material utilizado como base ou superfície para a obra de arte, tais como a tela, o papel, a madeira, o vídeo, o arquivo digital, a cerâmica, etc. Técnica mista - termo usado para definir o uso de duas ou mais técnicas e materiais na execução de uma mesma obra artística. Vídeo arte – manifestação artística que tem como principal meio de veiculação e suporte da obra os recursos audiovisuais. Videoinstalação - obra que integra projeções ao espaço em que está sendo exposta obra em outra linguagem diferente da audiovisual. Softwaresartísticos” – são programas utilizados na manipulação de um arquivo digital de áudio, vídeo ou gráfico, os quais potencialmente podem ser utilizados como meios de se produzir arte. São exemplos: Adobe Photoshop, 3D studio Max, Macromedia Flash, Corel Draw, Adobe Illustrator, Macromedia FreeHand, Fireworks, Sony Vegas, Cinema 4D, Gimp, Inkscape, etc. Still de vídeo (ou fotograma) - imagem captada de um vídeo exibida em um suporte qualquer. Webart – arte produzida de acordo com as possibilidades do computador e da internet, os quais são suporte para a criação artística. Caracteriza-se pelo fato de que é uma manifestação artística caracterizada pela colagem, pela criação coletiva e colaborativa, pela dificuldade de se atribuir autoria correta a muitas delas e pelo suporte digital no qual ela está fundamentada. Webdesign - extensão ou parte do universo do design. Entretanto, limita-se a concepção visual de produtos em ambientes virtuais ou de internet. Destaca-se também por ser fruto de uma consciência multidisciplinar, porque sua realização depende muitas vezes de conceitos e do trabalho de profissionais de áreas como a arquitetura da informação, a programação, a arte, etc., com o intuito de avaliar a usabilidade, acessibilidade e organização da informação e das imagens em “sites” ou ambientes virtuais. 27:::Arte Contemporânea - Entende-se como Contemporânea a arte feita a partir da Segunda Guerra Mundial movida por concepções associadas ao Expressionismo Abstrato, à Arte Pop, à Op Art, ao design industrial, ao Minimalismo, ao Hip Hop, etc. Para muitos historiadores, é um dos marcos ideológicos, estéticos e históricos que dão início à Pós-Modernidade. - Em função das muitas possibilidades abertas pela Arte Moderna, a Arte Contemporânea notabiliza-se pelo uso de linguagens distintas na composição de uma mesma obra de arte. Esse processo tornou-se tão corriqueiro que passou a ser difícil considerar pintura e escultura isoladamente, por exemplo. Assim, as produções artísticas começaram a articular - numa mesma obra - diferentes linguagens como o vídeo, a dança, a música, a pintura, o teatro, a escultura, a literatura, etc. Isso questionou vivamente as classificações tradicionais da arte e gestou um dos símbolos da Arte Contemporânea: a Instalação. - A Instalação é conceito dos mais controversos. Para a maioria, trata-se de uma espécie de alargamento do conceito de arte em várias direções muito realizado da segunda metade do século XX em diante. Compreende processos artísticos que em síntese emulam uma compreensão espaço-temporal da obra de arte e uma mistura de linguagens, plataformas e temáticas que faz desse tipo de produção artística uma espécie de síntese da Arte Contemporânea e mais restritamente da Arte Conceitual. É um meio de questionamento de concepções inclusive da própria Arte Contemporânea, quanto a questões estéticas ou mesmo sobre a própria função da obra de arte. Ainda, segundo a Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais: “O termo instalação é incorporado ao vocabulário das artes visuais na década de 1960, designando assemblage ou ambiente construído em espaços de galerias e museus. As dificuldades de definir os contornos específicos de uma instalação datam de seu início e talvez permaneçam até hoje. Quais os limites que permitem distinguir com clareza a arte ambiental, a assemblage, certos trabalhos minimalistas e a instalações? As ambigüidades que apresentam desde a origem não podem ser esquecidas, tampouco devem afastar o esforço de pensar as particularidades dessa modalidade de produção artística que lança a obra no espaço, com o auxílio de materiais muito variados, na tentativa de construir um certo ambiente ou cena, cujo movimento é dado pela relação entre objetos, construções, o ponto de vista e o corpo do observador. Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la, passar entre suas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas e trilhas que ela constrói por meio da disposição das peças, cores e objetos. Anúncios iniciais do que  é designado como instalação podem ser localizados nas obras Merz, 1919, de Kurt Schwitters (1887 - 1948), e em duas obras que Marcel Duchamp (1887 - 1968) realiza para as exposições surrealistas de 1938 e 1942, em Nova York. Na primeira, ele cobre o teto da sala com sacos de carvão, incorporando uma dimensão do espaço - o teto - normalmente descartada pelos trabalhos de arte (1.200 sacos de carvão). Na segunda, ele fecha uma sala com cordas, definindo, com sua intervenção, um ambiente particular Milhas de Barbantes. Em 1926, Piet Mondrian (1872 - 1944) projeta o Salão de Madame B, em Dresden, executado apenas em 1970, após a sua morte. Ao revestir o cômodo inteiro com suas cores características, o artista explora a relação da obra com o espaço, inserindo o espectador no interior do trabalho, o que é preocupação central das instalações posteriores.” (www.itaucultural.or.br) - É o tempo também de consolidação de formas de arte associadas a intervenções nas pessoas ou em ambientes urbanos ou fechados como são os casos do Happening, da Performance, da Land Art, do Flash Mob, etc. - Esse período da História da Arte desenvolve-se em meio à consolidação da obra de arte como um produto vendável e lucrativo, o que, em função do processo globalizatório, levou a um mercado internacional de arte. - Tecnologias das mais diversas origens passam a ser usadas como referencial para a produção artística como são os casos dos vídeos-instalação, da web arte, etc. - Os movimentos artísticos contemporâneos são geralmente filiados a causas políticas como os direitos civis, a questão de gênero, a defesa dos homossexuais, as questões ecológicas, etc. - Muitas vezes pela forma direta e simples como algumas obras contemporâneas são concebidas, tornou-se uma espécie de crítica ao hermetismo de muitas produções da Arte Moderna. Por outro lado, é, para muitos, por obra de outras ou derivadas concepções herméticas, objeto de desprezo e repúdio em função dos códigos intensamente autorais e idiossincráticos aos quais se submete. - O espaço, nesse período, passou a ser visto como parte constituinte de muitas obras contemporâneas tanto no sentido de transformá-lo, quanto de incorporá-lo ou mesmo de dar a ele outro significado. Esse espaço tanto pode ser o do museu, da galeria, da cidade ou mesmo de vastas paisagens naturais. Essa questão gesta um dos aspectos fundamentais da Arte Contemporânea: a possibilidade de imersão do espectador na obra. - Outro elemento fundamental no processo de construção e recepção da Arte Contemporânea é a intertextualidade, que estabelece pontos de encontro e similaridade entre obras diferentes ou  mesmo em relação a conhecimentos diversos das artes, que são citados, aludidos ou referenciados como meio de se fazer uma crítica, um elogio ou uma contextualização. Arte Contemporânea no Brasil - O Brasil, a partir do fim da 2ª Guerra Mundial, passa a acompanhar e dialogar com muitos movimentos estéticos estrangeiros dentro de um menor intervalo de tempo. - O Tropicalismo de Oiticica e de Caetano, Gil, Tom Zé, entre outros é um exemplo dessa arte capaz de dialogar com as influências estrangeiras, ainda que com autonomia estética e autoral. Muito em função das contribuições da Semana de Arte Moderna de 22 e do Manifesto Antropófago. - A criação em 1951 da Bienal de São Paulo dá impulso e espaço para o florescimento das mais variadas tendências artísticas contemporâneas no Brasil. Todos os créditos reservados para Estéfani Martins  www.opera10.com.br

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