A DESVALORIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO


Museu Nacional: Em 10 anos, fogo dizima ao menos 8 prédios com tesouros culturais e científicos do país

  • 3 setembro 2018
Estrutura do Museu Nacional após incêndio
Image captionIncidente no Museu Nacional foi o oitavo incêndio em dez anos a atingir prédios do patrimônio cultural e científico do país

Nos últimos anos, o Brasil assistiu a pelo menos 8 grandes incêndios que consumiram prédios que guardavam acervo com valor artísticohistórico e científico.

Neste domingo, o país perdeu parte da sua história guardada no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Os bombeiros levaram seis horas para conter as chamas no mais antigo museu do Brasil, que tinha 20 milhões de itens e apresentava problemas de manutenção.

Em julho de 1978, o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro viu telas de Picasso, Miró, Dalí e de centenas de artistas brasileiros queimarem em 40 minutos de incêndio, conforme o relato de jornais na época.

Do acervo, de mais de mil peças, restaram apenas 50. O trauma foi tamanho que somente nos anos 1990 o Brasil reconquistou a confiança de instituições internacionais para sediar exposições de grande porte.

Nos últimos dez anos, contudo, o fogo voltou a destruir museus, teatros e institutos. Além do Museu Nacional do Rio, outros 7 prédios, listados a seguir, sofreram perdas históricas com incêndios.

1. Teatro Cultura Artística, 2008

Destruído por um incêndio que durou mais de quatro horas em 2008, o Teatro Cultura Artística, na região central de São Paulo, até hoje está coberto por tapumes.

Foi inaugurado em 1950, com um concerto de Heitor Villa-Lobos.

O teto desabou, uma sala foi inteiramente incendiada e uma outra ficou alagada. Além de dois pianos e equipamentos de som e iluminação, foram destruídos o figurino das peças O Bem Amado, do ator Marco Nanini, e Toc Toc.

O afresco de Di Cavalcanti na fachada, com 48 metros de largura e 8 metros de altura, é um dos poucos pontos da estrutura original com condições de ser restaurado.

As causas do incêndio são desconhecidas. Sabe-se apenas que ele começou perto da cortina do palco.

No decorrer da última década, vários prazos para o início da recuperação não foram cumpridos perdidos. Desde março, contudo, o local está em obras, e a expectativa é de que o novo teatro fique pronto em 2021.

RESTAURO DO TEATRO CULTURA ARTÍSTICA
Image captionProjeto da nova fachada do Cultura Artística, que pegou fogo em 2008 e está previsto para ser reinaugurado em 2021

2. Instituto Butantan, 2010

Em maio de 2010, um incêndio atingiu o laboratório de répteis do Instituto Butantan, na Zona Oeste de São Paulo, destruindo um dos principais acervos de cobras do mundo.

O fogo atingiu o prédio em que cientistas pesquisavam cobras, aranhas e escorpiões. Parte dos animais foi retirada com vida do local e levada para um local seguro.

Segundo o Instituto Butantan, a coleção atingida pelo incêndio possuía cerca de 77 mil cobras catalogadas e cerca de 5 mil em processo de registro.

"É uma tragédia da proporção do incêndio da biblioteca de Alexandria", afirmou à imprensa, na ocasião, Francisco Luiz Franco, que era curador da coleção de serpentes do Instituto Butantan, referindo-se ao fogo que consumiu a maior biblioteca da Antiguidade.

Mais de 100 anos de História e de conhecimento acumulado, ainda segundo o especialista, virou pó com as chamas.

3. Memorial da América Latina, 2013

Em novembro de 2013, um incêndio atingiu o Memorial da América Latina, em São Paulo, e destruiu o auditório Simón Bolívar, onde havia uma tapeçaria de 800 metros quadrados da artista Tomie Ohtake.

Onze integrantes do Corpo de Bombeiros e um brigadista ficaram feridos enquanto tentavam conter as chamas.

O laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo apontou um curto-circuito como causa do incêndio. Segundo a perícia, pouco antes do início do fogo, havia faltado luz no local e um gerador reserva fora acionado, o que pode ter provocado uma sobrecarga de energia.

4. Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais, 2013

Em janeiro de 2013, um incêndio destruiu réplicas, cenários, fiações e pisos do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, em Belo Horizonte. A instituição tem um dos maiores acervos de fósseis de mamíferos do Brasil.

Na ocasião, uma funcionária do serviço de limpeza foi resgatada, sem ferimentos, de uma sacada do terceiro andar do prédio, depois de ter ficado cercada pelas chamas.

O fogo atingiu principalmente o segundo andar, onde havia três exposições: uma sobre a vida no Cerrado, outra sobre o paleontólogo dinamarquês Peter Lund, e uma sobre o Período Pleistoceno.

Na ocasião, o bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, dom Joaquim Mol, disse que "o prejuízo científico foi incalculável".

5. Centro Cultural Liceu de Artes e Ofícios, 2014

Fundado em 1873, o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, no centro da capital paulista, reabriu as portas como centro cultural somente no mês passado, depois de ficar mais de quatro anos fechado.

Em 2014, um incêndio destruiu seu galpão centenário.

O Liceu se tornou referência na capital paulista como escola de ensino técnico profissionalizante e de formação geral. No início dos anos 1920, o engenheiro e arquiteto Ramos de Azevedo assumiu sua direção, e seu escritório contratou obras para serem executadas por artesãos e alunos.

Em 1930, a instituição desenvolveu e fabricou o primeiro hidrômetro (instrumento usado para medir a velocidade ou o escoamento da água) inteiramente nacional.

O incêndio de fevereiro de 2014 queimou quadros, esculturas, móveis antigos e réplicas em gesso. Entre as 35 peças danificadas, estava a versão em gesso da Pietá, de Michelangelo, cujo original em mármore está na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Quando pegou fogo, em razão de um curto-circuito, o auto de vistoria dos Bombeiros estava vencido.

6. Museu da Língua Portuguesa, 2015

Obra de restauração do Museu da Língua Portuguesa, estação da Luz, na região central da capital paulista em dezembro de 2017
Image captionObra de restauração do Museu da Língua Portuguesa, que pegou fogo em 2015

Em 21 de dezembro de 2015, chamas tomaram conta dos três andares e da cobertura do Museu da Língua Portuguesa, no centro de São Paulo, que naquela segunda-feira estava fechado para o público.

Tudo virou cinza. À época, Isa Ferraz, curadora do museu, classificou o incêndio como uma "tragédia". O bombeiro civil Ronaldo Pereira da Cruz, que atuava no museu, morreu ao abrir uma porta enquanto o prédio pegava fogo.

Inaugurado em março de 2006, era um dos museus mais visitados do Brasil e da América do Sul, e o primeiro do mundo dedicado exclusivamente a um idioma.

A estrutura ainda está sendo reconstruída, e a previsão é que fique pronta no ano que vem. Os responsáveis pela restauração estão aproveitando para reformar a fachada até de áreas que não foram atingidas pelo fogo, como a torre do relógio e as paredes do saguão da estação da Luz.

7. Cinemateca Brasileira, 2016

Em fevereiro de 2016, a Cinemateca Brasileira perdeu de forma definitiva 270 títulos. Um incêndio em um dos quatro depósitos do galpão na parte de trás do terreno na Vila Clementino, bairro da zona sul de São Paulo, destruiu cerca de 731 - dos quais 461 felizmente possuía cópia de segurança - de seus 44 mil títulos, entre cinejornais com cenas do noticiário político e curtas-metragens.

Os rolos carbonizados eram feitos de nitrato de celulose, substância inflamável usada em películas cinematográficas até os anos 1950.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45348664?fbclid=IwAR2XQHx5A4kW6A-iC-LOtEoTKk6gfzGJjPhmVKVS0pu9C62HcIImaqbyjWI

Quatro importantes museus brasileiros que fecharam as portas por problemas estruturais

Vinícius Lemos De Cuiabá para a BBC News Brasil

  • 5 setembro 2018
Museu da Língua Portuguesa
Image captionDesde 2016, o Museu da Língua Portuguesa, que também pegou fogo, está em reforma

As chamas que atingiram e destruíram o Museu Nacional do Rio de Janeiro, no domingo, trouxeram à tona os problemas encontrados por museus em todo o país. Dificuldades financeiras, falhas estruturais e ausência de servidores capacitados estão entre as reclamações mais comuns no segmento.

Durante a criação do Ministério da Cultura, em março de 1985, foram estabelecidas iniciativas para a área do patrimônio, incluindo os museus. Em 2003, foi lançada a Política Nacional de Museus, destinada a unidades de todas as esferas.

Seis anos depois, foi sancionado o Estatuto dos Museus, regulamentado em 2013. Tais medidas garantiriam, em tese, a segurança e a conservação aos locais que guardam parte da história do país ou do mundo.

Na prática, porém, as iniciativas não costumam ser seguidas. De acordo com o Conselho Federal de Museologia (Cofem), o orçamento público destinado aos museus é precário e não garante quesitos considerados fundamentais para preservar os acervos.

"A conservação e a segurança são questões sérias e nem sempre aparecem em primeiro lugar nas prioridades das instituições responsáveis pela liberação das verbas públicas para os museus. As equipes técnicas, em especial os museólogos, são incansáveis em relatar e denunciar essas questões. O que se tem hoje é resultado de anos de descaso com o patrimônio público", afirma a entidade, por meio de nota encaminhada à BBC News Brasil.

No país, há 3.879 museus catalogados no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Destes, há diversos relatos de unidades que tiveram que encerrar suas atividades por falta de recursos para se manter ou dificuldades estruturais. Não existe um levantamento oficial sobre museus fechados no Brasil.

Museu de Arte de Brasília passa por obras
Image captionMuseu de Arte de Brasília passa por obras

Além daqueles que encerraram as atividades de modo permanente ou temporário - em muitos casos reabrindo mais de cinco anos depois -, há aqueles que passam a limitar suas atividades à pesquisa e deixam de atender o grande público.

Para o diretor do Museu Nacional da República - localizado em Brasília -, Wagner Barja, a falta de incentivo por parte do poder público faz com os museus tenham de optar entre fechar as portas ou funcionar de modo precário.

"A situação é complicada, porque as instituições precisam manter o patrimônio, cuja manutenção não é barata, com verbas reduzidas. O poder público precisa entender que o acervo é uma fortuna, com um imenso valor histórico e valor pecuniário altíssimo. É preciso valorizar os museus", diz.

Outra dificuldade, segundo o Cofem, é a burocracia nos repasses feitos às unidades. "As instituições culturais públicas estão presas à estrutura administrativa governamental e, por isso, não são independentes. Quando a verba chega, já desgastada pela burocracia e pelo contingenciamento, nem sempre conseguem administrá-las adequadamente porque já chegam insuficientes", pontua.

Dificuldades financeiras

Grande parte dos museus brasileiros são públicos e relacionados a uma esfera - municipal, estadual ou federal. O órgão superior responsável por cada unidade é quem encaminha as verbas para a instituição. Museus particulares também costumam receber verba pública, por meio de leis de incentivo.

Museu do Ipiranga
Image captionFachada do Museu do Ipiranga, fechado desde 2013 por risco de desabamento

Cada museu público encaminha um planejamento anual à esfera responsável, no qual aponta a verba necessária para o seu funcionamento. Conforme o Cofem, normalmente os repasses feitos às unidades são abaixo dos valores solicitados.

No caso do Museu Nacional do Rio de Janeiro, que possuía acervo de 20 milhões de itens, cabe à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) fazer os repasses para a entidade, por meio de verba do Ministério de Cultura. A instituição de ensino superior, porém, vem sofrendo com corte de verba e o valor que repassa ao museu, segundo o Conselho Federal de Museologia, não é suficiente. Em razão disso, atividades prioritárias, como a segurança e a conservação do espaço cultural, acabaram prejudicadas.

O Museu Nacional havia gastado neste ano, até a data em que sofreu o incêndio, R$ 268,4 mil. Um levantamento feito pela BBC News Brasil apontou que o montante equivale, por exemplo, a menos de 15 minutos de gastos do Congresso Nacional em 2017 - Câmara e Senado custaram R$ 1,16 milhão por hora no ano passado, segundo levantamento da Ong Contas Abertas, especializada em acompanhar os gastos do governo.

O Cofem ressalta que as verbas repassadas aos museus são destinadas somente às atividades básicas para funcionamento do local. "É necessário também haver recursos para o desenvolvimento de novos projetos, visando à adequação das áreas, especialmente para a salvaguarda de acervos que exigem condições especiais de armazenamento."

Diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), Mário de Pinna lamenta o modo como o poder público lida com o segmento no país. "Os Museus são tratados do mesmo modo como a educação e ciência em geral, ou seja, como algo sem importância. É um descaso."

Falhas estruturais

As dificuldades financeiras enfrentadas pelos museus acarretam falhas estruturais. Segundo o Cofem, a ausência de condições de segurança do prédio está entre os motivos que levam unidades a fecharem as portas ou suspenderem suas atividades.

Pinna afirma que grande parte dos museus não recebem a manutenção adequada, em razão da falta de recursos financeiros. "A condição dos museus varia. Entre os grandes, posso afirmar que nenhum deles está em condições de manutenção de primeiro mundo em infraestrutura. Há diferentes graus, mas nenhum está em plenas condições de manutenção. Isso não quer dizer que estejam abandonados ou esquecidos, porque as pessoas vão fazendo o que podem."

Especialista em combate a incêndios e tenente-coronel da reserva do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Cássio Armani acompanhou o controle do incêndio no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, em 2015. Ele relata que o principal motivo para que o fogo atinja estruturas como o Museu Nacional é a ausência de projetos ou instalações de segurança contra incêndios.

"É preciso haver medidas que permitam a saída das pessoas em condições seguras, que possibilitem a preservação da construção e, sobretudo, dos materiais que nelas existem. Além da gestão adequada, no caso dos prédios públicos, é preciso haver vontade política para priorizar este tipo de necessidade e não apenas contar com a sorte", diz à BBC News Brasil.

Segundo ele, em casos de construções históricas que possuem acervos de valores incalculáveis, é importante haver, além do sistema de proteção contra incêndio, medidas preventivas. "É fundamental que esse local tenha sistemas automáticos de detecção de fumaça e de supressão de incêndio. Existem várias tecnologias disponíveis no Brasil", relata.

Ausência de profissionais

Outro ponto que figura entre os motivos para os fechamentos de museus no país é a ausência de profissionais capacitados nos locais.

Para Pinna, a ausência de uma equipe maior de segurança auxiliou a propagação do fogo no Museu Nacional do Rio de Janeiro. "Não devemos nos preocupar apenas com recursos financeiros. Devemos nos importar com os humanos também. No Museu Nacional, havia quatro seguranças para todo aquele lugar. Era claramente insuficiente. Deveria haver, no mínimo, quatro vezes mais que isso", diz.

"Se houvesse mais pessoas trabalhando na hora do incêndio, com certeza não teria atingido aquela proporção, porque perceberiam o fogo logo no início e conseguiriam controlá-lo. É importante ter pessoal, equipamento e outros itens que o museu precisar para funcionar. É o mesmo problema que acomete ciência e ensino no Brasil. Não é uma prioridade", completa.

Além dos mais conhecidos, há centenas de pequenos museus que também fecharam as portas ao redor do Brasil, por falta de recursos para se manter.

A BBC News Brasil conta, abaixo, as situações de quatro importantes museus brasileiros que não estão abertos ao público atualmente:

Museu da Língua Portuguesa

Inaugurado em março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa foi criado com o objetivo de valorizar o idioma. Localizado na Estação da Luz, o espaço recebeu 3,9 milhões de visitantes durante os anos em que esteve em funcionamento. Era um dos museus mais visitados do Brasil.

Restauração do telhado do Museu da Língua Portuguesa é finalizada (18/07/2018)
Image captionObras para restauração do telhado do Museu da Língua Portuguesa

Em suas exposições, utilizava tecnologia para apresentar o seu acervo. Para atrair a atenção do público, o local recorria a recursos como filmes, áudios e atividades interativas.

Em 21 de dezembro de 2015, três andares e a cobertura do museu foram atingidos por chamas. Era segunda-feira e o local estava fechado para o público. Um bombeiro civil, que atuava no museu, morreu no incêndio.

"A situação do Museu Nacional foi semelhante ao da Língua Portuguesa. Os dois casos poderiam ser evitados se houvesse uma prevenção melhor contra os incêndios", afirma o tenente-coronel da reserva do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Cássio Armani.

Desde 2016, o espaço passa por obras de reconstrução. A previsão é de que volte a funcionar no próximo ano.

Museu do Ipiranga

O Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, está fechado desde 2013, após um laudo apontar riscos de desabamento do forro. O lugar, cujo acervo histórico conta com mais de 450 mil obras, é mantido pela Universidade de São Paulo.

Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga
Image captionPrevisão é que o Museu do Ipiranga seja reaberto em 2022

Desde que suspendeu suas atividades, o museu encaminhou suas obras para imóveis alugados especialmente para conservar os itens. A previsão é de que o lugar volte a funcionar no bicentenário da independência do Brasil, em 2022.

Museu de Arte de Brasília

Criado em 1985, o Museu de Arte de Brasília (MAB) era considerado um dos mais relevantes museus de arte moderna e contemporânea do Brasil. As obras do local, produzidas a partir da década de 50, eram caracterizadas pela diversidade de técnicas e materiais, com pinturas, gravuras, desenhos, fotografias, esculturas e objetos.

MAB
Image captionMuseu de Arte de Brasília antes da reforma

O espaço foi fechado por recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, em 2007. O órgão apontou que o local apresentava precariedade em sua estrutura. Desde então, o acervo do lugar foi encaminhado ao Museu Nacional da República, também em Brasília.

Por quase uma década, o espaço foi um canteiro de obras. Segundo a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, a reconstrução do museu foi retomada em outubro de 2017 e está orçada em R$ 7,6 milhões. Os recursos foram obtidos por meio de financiamento do Banco do Brasil e da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap).

MAB em reforma
Image captionMuseu de Arte de Brasília se reduziu a um canteiro de obras por quase uma década

A previsão, segundo o Governo do Distrito Federal, é que o espaço seja reaberto no primeiro semestre do ano que vem.

Museu do Índio

Criado com o objetivo de contribuir para a preservação do patrimônio cultural indígena, o Museu do Índio, no Rio de Janeiro, está fechado ao público desde julho de 2016.

A instituição é responsável por administrar os acervos das maiores sociedades indígenas do país. O local possui 18 mil peças etnográficas e 15 mil publicações nacionais e internacionais relacionadas às questões indígenas. O museu é considerado referência para estudos sobre o tema.

Atividade em comemoração ao Dia do Índio, no Museu do Índio, em Botafogo, no Rio (12/04/2014)
Image captionAtividade em comemoração ao Dia do Índio, no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, em 2014

O espaço está fechado para visitantes após iniciar obras de adequação de segurança do seu acervo e do patrimônio arquitetônico, incluindo projeto de prevenção e combate ao incêndio.

Por meio de comunicado enviado à BBC News Brasil, a diretoria do museu informou que a reabertura do local foi atrasada em razão do "contingenciamento no orçamento do Governo Federal". A expectativa é de que o lugar reabra ainda neste ano.

Segundo a diretora substituta do Museu do Índio, Arilza de Almeida, o local continua atendendo pesquisadores, incluindo indígenas. No entanto, visitantes e grupos escolares, que costumavam ir ao lugar para estudo de questões indígenas, estão suspensos há dois anos.

"O Museu do Índio está fechado à visitação pública a seus espaços expositivos, porém, permanece funcionando em suas tarefas de preservação, conservação, pesquisa e divulgação do acervo junto ao público através de mídias e exposições fora do Museu", informa a diretora do lugar

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45406267?fbclid=IwAR08FHyf5_hNh927VFzgA-3Ffmg9wwiyPGa15W_FWZjUZknDttI9AvcO1yc