O consumo de crack

A pedra que mata.

O Brasil ocupa o  3º lugar nos piores congestionamentos, 58° em conhecimento em matemática, 31° no ranking de país para envelhecer e 1° lugar em consumo de crack.

Pois é, o Brasil até é campeão, mas é em uma coisa que não dá orgulho a ninguém: o uso dessa droga. O crack é derivado da cocaína, mas adaptado para fumo. Inventada no final dos anos 70, a droga age rapidamente como um causador de euforia e bem estar. Segundo o psiquiatra Marcelo Ribeiro de Araújo, em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos, uma pessoa é capaz de passar do estágio de usuária eventual para viciada em apenas um mês. Tenso!

Mais um pouquinho de história: foi nos anos 1980 que o crack passou a ser consumido em larga escala nos Estados Unidos. Por ser mais barata que a cocaína – hoje, uma pedra pode ser comprada por R$10 -, a droga se espalhou rapidamente. No Brasil, ela se popularizou nos anos 1990.

Segundo uma pesquisa realizada pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), o número de usuários de crack chega a 370 mil nas capitais brasileiras, sendo que a região campeã é o nordeste, com 148 mil dependentes. No país, a droga já foi utilizada por 2,6 milhões de pessoas (gente pra caramba, né?).

Também conforme a pesquisa, o perfil predominante de usuários da substância são homens, negros, pardos ou mulatos.

 

Uma pessoa pode se viciar na droga no período de um mês

O antes e depois de uma dependente. | imagem: divulgação

 

E agora, como faz?

Repreender ou tratar os dependentes? Bom, por muitos anos, os governos tentaram combater o problema de forma repressiva, prendendo usuários. Em 2012, por exemplo, o Governo de São Paulo comandou a “Operação Sufoco”, que visava desmontar a cracolândia. Houve muitas denúncias de violência por parte dos policiais e o problema não se resolveu: poucos meses depois, a situação continuava inalterada: centenas de pessoas consumindo a droga a céu aberto, na região da Luz.

Não faz muito tempo que o Brasil trata do assunto como um caso de saúde pública: o tema virou pauta em 2003. O Governo Federal lançou em 2012 o programa Crack, é possível vencer, que pretende destinar, até 2014, R$ 4 bilhões em ações de tratamento a usuários de crack. Exemplo são os 2.462 leitos disponibilizados em unidades do SUS. O projeto também inclui ações de prevenção, no qual será realizado um trabalho em escolas públicas, e de repressão policial.

Atualmente, em São Paulo, na chamada Cracolândia, está sendo implantado o Progama Braços Abertos, da prefeitura da cidade. A iniciativa emprega os viciados da região como varredores. Eles recebem três refeições diárias, salário e hospedagem em hotéis.

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