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HOMEM TRANSFORMA LAR DE IDOSOS COM ALZHEIMER EM UMA ENCANTADORA VILA

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O dia a dia de quem cuida de pessoas com Alzheimer pode ser desde uma caixinha de surpresas até uma rotina desgastante.

Além de muita paciência, compreensão e conhecimentos de enfermaria, o ambiente em que o paciente se encontra pode fazer toda a diferença em como ele lida com sua própria mente.

No lar de idosos Lantern, nos EUA, a senhora Norma, de 92 anos, por exemplo, diz todos os dias – em torno das 17h30 – que precisa ir embora para cuidar de sua mãe (já falecida).

Já o senhor Walter, exige que seu café da manhã seja servido às 19h30, diariamente.

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Foto: Facebook Lantern.

Tocado pelas experiências peculiares desses seres humanos e pensando em proporcionar uma experiência mais agradável a seus pacientes – minimizando seus conflitos habituais – Jean Markesh, CEO desse lar, resolveu transformar suas instalações em uma encantadora vila dos anos 1930.

“E se projetarmos um ambiente que pareça externo? E se eu puder ter o nascer e o pôr do sol dentro do edifício? E se eu for capaz de ver a lua e as estrelas ao sair do quarto? E se eu construir uma unidade que leva os moradores de volta para os anos 30 e 40?” – refletiu ele.

UM MERGULHO NO TEMPO E NA NATUREZA

Em vez de quartos, cada morador recebe uma “casa” em uma pequena rua calma do interior que lembra os bairros onde muitos deles cresceram. Em vez de um teto chato, eles olham para cima e veem um céu digital que escurece no final do dia para ajudar a manter seus relógios biológicos em sintonia.

Durante todo o dia, sons da natureza e aromas frescos como hortelã-pimenta ou cítricos são canalizados por meio do carpete que lembra grama.

Nenhuma ideia estava fora de cogitação para Markesh. Seu objetivo é, claramente, proporcionar um mergulho no tempo e na natureza aos ‘moradores’ do lar.

VEJA COMO FICOU:

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Se preferir, veja o vídeo no 

MANTENDO VIVA A ESPERANÇA!

Alguns estudos têm mostrado que um ambiente integrado à aromaterapia pode realmente trazer benefícios ao funcionamento cognitivo de pacientes de Alzheimer.

Para Makesh, isso não é apenas uma questão de conforto. Ele quer mudar a forma como pensamos sobre o ‘fim do jogo’ para quem tem demências graves, como o Alzheimer.

Pacientes reunidos para assistir à apresentação de um colega do lar.

Ele diz que uma das maiores frustrações dos idosos são os conflitos criados em ambientes artificiais e horários que não correspondem mais à sua rotina antiga.

Os ‘profissionais’ dos lares, por outro lado, tentam resolver isso administrando medicamentos antipsicóticos e antiansiedade aos pacientes. A partir de então, esses idosos deixam de receber o engajamento que seus cérebros precisam para prosperar.

No entanto, projetos como o do lar Lantern mostram que uma estratégia de ambiente aliado aos aromas pode ajudar as pessoas a reaprenderem a cuidar de si mesmas e a ter gosto pela vida!

“Em cinco anos, vamos [ser capazes de] reabilitar nossos pacientes de forma que eles possam viver independentes em nosso ambiente. Em 10 anos, poderemos enviá-los de volta para casa.”, disse ele, entusiasmado.

Depois de testar o conceito inovador na unidade de Madison, em Ohio, Makesh está abrindo dois novos locais este ano.

Ele sabe que é tem objetivos altos a serem alcançados com a proposta. Mas, enquanto isso, está orgulhoso de possuir um dos poucos lugares que oferece algo bastante raro em casos de demência grave: a esperança.

Se a esperança também bateu forte no seu coração, compartilhe este post. Quem sabe não conseguimos inspirar lares como esse aqui no Brasil?

Fonte: upworthy.com.

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