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EDUCAÇÃO E INCLUSÃO.

“No auge da Grande Depressão, o showman de um circo famoso descobre um homem sem membros sendo explorado em um espetáculo de carnaval, mas depois de um encontro intrigante com o showman, ele torna-se impulsionado a esperança contra tudo o que ele já acreditava”.

Diante da beleza do material, que achei uma ótima metáfora para trabalhar a inclusão, tanto educacional como social, tentei e encontrei esta versão legendada, no You Tube.
Pensando a escola como um circo, vejo, como no curta, ela dividida entre duas faces: a do Circo de Horrores e a do Circo Borboleta.

Entre a escola que não forma ou conforma, e a escola que transforma…

No primeiro, as pessoas estão lá:  tem a cigana e a bola de cristal (a tecnologia para uns virou algo assim, fruto de magias para uns e bruxarias para outros); tem a mulher barbada, as irmãs siamesas, uma mulher muito obesa, um homem tatuado, um pequeno homem sem braços e pernas atrofiadas. Todos estranhos para quem não conhece nem interage, tampouco vê neles alguém igual, um semelhante, um ser como inúmeras possibilidades de ser excelente, mesmo com as suas limitações.
Logo que Will  é ridicularizado, enquanto duas crianças jogam frutas e legumes no rapaz sem braços, este é defendido por um homem de cartola (um mágico) o Sr. Mendez, do Circo Borboleta.

Nossa ação como educadores é esta, de ver certas situações e não fazer como o do Circo de Horrores, que acha graça e incentiva os abusos… Precisamos intervir, mostrar o certo, dar o exemplo. Logicamente,  que escolas não são circos, mas algumas agem de tal forma.  Enquanto uma apenas expõe seus problemas sem buscar soluções; outras valorizam e permitem a descoberta do talento de cada um, seja ele um aluno, um funcionário ou um professor

Will, para uns era magnifico, para outros, um inválido estúpido. Em função disso, como a personagem, alguns alunos reagem de forma atroz, feroz, às vezes, quando, de repente, tudo o que querem apenas atenção, afetividade, carinho, é serem enxergados como pessoa.

Will, o pequeno homem para Mendez, acaba por vontade própria a integrar o Circo Borboleta, e assim deve ser também as estratégias de educadores e gestores escolares, procurando trazer o aluno para à escola, tentando entendê-lo, mesmo com todas as diferenças e com cada uma das suas limitações. Este é o papel do educador e, por isso, sua função é tão sublime.

O circo já foi considerado o maior espetáculo da Terra, e a educação poderá ser espetacular, assim como o esporte, a arte e a cultura, se souber unir  atividades diversas aliadas ao conteúdo curricular.
De certa forma, muitos educadores são contorcionista, equilibristas, trapezistas, o homem/mulher mais forte do mundo, cuspidores de fogo, mágicos, e muitos mais, pois são seres únicos que têm a capacidade de transformar toda a sociedade.

Quando o educador faz com seu alunado, o que Sr. Mendez faz com o Will (mostrar que ele é mais do que fizeram acreditar toda a vida, que Deus tinha lhe virado as costas), acontece, sim, o pequeno milagre da educação.
Mendez resgatou não apenas Will, mas todas as pessoas que durante a Grande Depressão ficaram à deriva da sociedade.

É  apenas uma metáfora, como diria  Rubem Alves, é apenas um “brinquedo”, mas acima de tudo, traz uma grande mensagem de que todo circo (ou escola) precisa de um Sr. Mendez, que saiba unir um grupo em torno de uma ideia, um ideal, um projeto de trabalho e de vida em comunidade.

Esse curta é uma excelente ferramenta para refletir e motivar a todos sobre os desafios da educação e da própria inclusão em sentido amplo e restrito.

(Adaptação por Priscila Germosgeschi)

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AO SITE:http://educa-tube.blogspot.com.br/2012/09/o-circo-borboleta-e-metafora-da-inclusao.html

Abaixo, vídeo contando a incrível história de vida de Nick Vujicic, um deficiente físico que apesar das limitações é um exemplo de superação:

 

 

Um pensamento em “EDUCAÇÃO E INCLUSÃO.”

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