Discurso do Papa na ONU.

O pontífice falou sobre o acesso à educação, parabenizou o acordo nuclear entre Irã e o Ocidente, e condenou o tráfico de drogas e a falta de compaixão com os refugiados. Francisco também reuniu uma multidão no Central Park e homenageou as vítimas dos atentados de 11 de setembro.

 

 

 

Papa Francisco nos EUA, crítico do sistema capitalista.

 

 

 

Papa vira ‘vilão’ nos EUA após críticas ao capitalismo

RAUL JUSTE LORES
DE WASHINGTON

 

O papa Francisco se tornou o mais novo vilão entre os conservadores americanos, depois de ter criticado a ganância e as desigualdades do capitalismo.

Na semana passada, o radialista Rush Limbaugh, ícone do movimento Tea Party, chamou-o de marxista.

“Ele tritura o capitalismo e a América, e o Obama tem orgasmos só de ouvi-lo”, afirmou. O presidente havia citado o papa no dia anterior, dizendo que concordava com sua crítica contra a “distribuição de renda mais desigual”.

Adam Shaw, editor da conservadora rede Fox News, disse que o papa é “o Obama do catolicismo”. “Assim como a América se decepcionou com Obama, esse papa será um desastre para a igreja”.

Sarah Palin, candidata republicana a vice-presidente em 2008, disse que o papa “parece marxista”. Ela acaba de lançar um livro sobre “a guerra contra o Natal” provocada por “uma sociedade cada vez mais antirreligiosa”.

USANDO A BíBLIA

O editor-chefe do blog The Dish, Andrew Sullivan, disse à Folha que “os evangélicos estiveram usando a Bíblia contra gays e contra o aborto. Agora, estão sofrendo do mesmo remédio, afinal a Bíblia do papa é a mesma, e ela prega a justiça social”.

“Só quem não acompanha a igreja se surpreende com a fala do papa. João Paulo 2º já falava de ganância no capitalismo”, diz.

A popularidade do papa ainda é alta no país: 78% dos católicos e 58% da população em geral têm visão positiva de Francisco, segundo pesquisa do instituto Pew. O comparecimento às missas, porém, continua o mesmo desde que ele se tornou papa, em março –39% dos católicos americanos vão semanalmente à missa.

A Igreja Católica americana brigou com o presidente Barack Obama por conta do plano universal de saúde aprovado por ele. Funcionárias de hospitais e colégios católicos terão direito à cobertura de tratamentos anticoncepcionais, como prevê o plano –a igreja pedia isenção dessa obrigação.

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