PRESIDENTE DAS FILIPINAS MANDA MATAR TRAFICANTES E USUÁRIOS DE DROGAS

 Presidente da Filipinas manda MATAR Traficantes e Usuários de Drogas 

 

 

O polêmico Rodrigo Duterte agora quer exterminar os viciados nas Filipinas.

 

 

O que podemos aprender com a maneira como a Alemanha lidou com a sua “Cracolândia”:

 

A polêmica ao redor da luta da prefeitura de São Paulo contra a região conhecida como cracolândia pode ser um dos mais quentes assuntos atuais, mas esse debate é antigo, e em algumas regiões do mundo que viveram situações similares, tal questão foi resolvida com êxito. O caminho do sucesso, porém, foi bem diferente do que o tomado na capital paulista, como mostra o exemplo do parque Taunusanlage, em Frankfurt, na Alemanha.

O parque hoje

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Durante a década de 1980, o parque concentrava cerca de 1,5 mil usuários de heroína diariamente, sendo assim o maior ponto de uso de drogas a céu aberto da Alemanha. Centenas morriam anualmente, a AIDS agravava o contexto, e a situação parecia descontrolada e calamitosa. A solução veio pelo que ficou conhecido como “Caminho de Frankfurt”, tornando-se exemplo para diversos outros lugares do mundo. E, no lugar de reproduzir métodos velhos e ineficazes, para as autoridades da época era claro que algo novo precisava ser posto em prática.

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O passado do local

Para encontrar o tal “Caminho” que resolvesse o dilema de Taunusanlage, uma série de encontros mensais passou a ser realizada, reunindo não somente a polícia, políticos e autoridades, mas também organizações sociais, comerciantes, especialistas em dependência e mais.

E a mudança veio por um caminho que hoje é muito falado, mas lamentavelmente pouco posto em prática – especialmente no Brasil: mudar a questão do usuário de um problema policial para um problema de saúde. Assim, a polícia se concentrava em combater o tráfico e eventuais criminosos, mas não o uso de drogas – que passou a ser tratado pela saúde pública, através de alternativas de tratamento, locais seguros para uso controlado, moradia e trabalho.

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Usuário aplicando heroína nas ruas do país no final da década de 1980

Outra novidade foi o uso das chamadas terapias de substituição, na qual se troca a heroína por outras drogas e opioides, monitoradas por um médico – controlando assim o vício, melhorando a saúde mental e física do usuário, trazendo de volta o paciente ao convívio social. Somente depois do deslocamento dos usuário de Taunusanlage é que ações policiais permitiram que o local hoje seja uma perfeita e linda praça alemã.

O caso de Frankfurt se tornou exemplo para diversas outras cidades e, apesar das diferenças entre drogas e lugares, uma coisa é certa: entender a droga como desdobramento não só de uma doença, mas também de um contexto socioeconômico (especialmente em um país como o Brasil) e abrir mão do olhar criminal sobre a questão é um primeiro e fundamental passo para se enfrentar de fato o problema.

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Uma das salas de uso controlado de drogas na Alemanha

Dar ouvidos aos maiores especialistas no assunto é determinante para entender de uma vez por todas que a droga é um problema de saúde, e não da polícia – e que aqueles são seres humanos antes de tudo. Sem isso, tais ações não passam de gestos tão espetaculares quanto ineficazes, que visam resolver num passe de mágica um problema profundo.

© fotos: divulgação

Fonte: http://www.hypeness.com.br/2017/06/o-que-podemos-aprender-com-a-maneira-como-a-alemanha-lidou-com-sua-cracolandia/

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