Desvalorizadas

Plano revela que mulheres de Mato Grosso recebem 35% menos que homens.
As mulheres representam quase metade da população de Mato Grosso e no serviço público estadual chegaram a ocupar 54% dos cargos, conforme dados da Secretaria Estadual de Administração de março de 2014.

O rendimento médio mensal dessas mulheres, no entanto, continua 35% inferior ao dos homens. Os dados fazem parte do Plano Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, que traçou um perfil das mulheres que vivem em Mato Grosso.

Elaborado pelo Conselho Estadual de Direitos da Mulher, presidido pela Defensora Pública Rosana Leite Antunes de Barros e apresentado à sociedade na última semana, o plano tem por intuito reduzir os índices de violência doméstica, bem como a discriminação da mulher, por meio de um diagnóstico preciso do gênero e dos municípios onde os números de violência doméstica são mais altos.

De acordo com dados apresentados no plano, em 2010 as mulheres representavam 49,43% da população do Estado, sendo que em Cuiabá, Várzea Grande, Barra do Garças e Araputanga já superavam os homens. Quanto a faixa etária, a predominante é entre 20 e 24 anos, seguida de 15 a 19. “Revelando uma fase de plenos compromissos com a educação, finalizando dois ciclos importantes, o ensino médio e superior, fase mais apta para entrar no mercado de trabalho”, diz trecho do documento.

Já em relação ao serviço público estadual, em 2014 o Estado contava com 29.435 servidoras e 3.267 mulheres em cargos comissionados, de um total de 5.986. Até outubro do ano passado, entretanto, dos 42 principais órgãos e entidades do Estado, só existiam três mulheres em cargos de direção.

Além disso, mesmo com a expansão de 3,2% da força de trabalho feminina nos últimos dez anos, contra 1,8% dos homens, enquanto o rendimento médio mensal deles subiu de R$ 1.326,22 para R$ 1.646,12, o delas passou de R$ 893,79 para R$ 1.078,39. Os números fazem parte de um estudo da Secretaria Estadual de Planejamento, apresentado em setembro de 2011 e corrigido pelo INPC/IBGE.

“Esses dados mostram que nos papeis decisivos a mulher ainda não é indicada como tomadora de decisão de políticas públicas e se as mulheres já provaram que desempenham as mesmas funções, com os mesmos cuidados, ou as vezes até maiores, não há motivo para essa discriminação. Isso só pode mudar com fiscalização e solidariedade”, ressaltou a Defensora.

O plano foi elaborado com base em seis eixos, sendo eles diagnóstico, educação, saúde, trabalho, violência e gestão e monitoramento e após os ajustes propostos em audiência pública realizada no último dia 30 será entregue ao Governo do Estado.  

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Especialista da ONU condena guerra contra mulheres travada por Boko Haram

“A violência sexual exercida pelo grupo extremista não é meramente um incidente, mas integrada às estratégias de dominação e perpetuação do grupo”, disse a representante especial sobre a Violência Sexual em Conflitos do secretário-geral da ONU.

Um grupo de refugiados em Diffa, cidade no Niger, depois de fugir da violência do Boko Haram na Nigéria. Foto: OCHA/Franck Kuwonu

A Representante especial sobre a Violência Sexual em Conflitos do secretário-geral das Nações Unidas, Zainab Hawa Bangura, condenou o objetivo do Boko Haram de criar uma futura geração a sua imagem e semelhança ao capturar, estuprar e tratar as mulheres como simples parideiras de crianças para esses combatentes.

“Nesse contexto, a violência sexual não é meramente um incidente, mas integrada as estratégias de dominação e perpetuação do grupo”, disse Bangura em um comunicado.

“Nas histórias daquelas recentemente liberadas do cativeiro do Boko Haram, eu ouço ecos comoventes das palavras de mulheres e jovens meninas que conheci mês passado no Oriente Médio, que foram libertas de escravidão sexual pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS)” observou Bangura.

A representante disse estar consternada com os relatos de mulheres forçada a casar-se com os seus captores, levando-as a viver uma vida de prisão e gravidez forçada. Estas últimas revelações sugerem que o Boko Haram não só quer destruir as estruturas familiares e de comunidades existentes, mas também controlar sua futura composição.

“De forma a criar uma nova geração feita a sua imagem e semelhança, eles estão travando uma guerra contra a autonomia física, sexual e reprodutiva das mulheres e seus direitos”, disse.

A declaração foi emitida pouco mais de um ano depois que o grupo extremista Boko Haram sequestrou 276 adolescentes em Chibok, estado de Borno, na Nigéria. Muitas delas permanecem em cativeiro, juntamente com centenas de outras pessoas que foram raptadas, tanto antes quanto depois do incidente.

Especialista da ONU condena guerra contra mulheres travada por Boko Haram

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